domingo, 20 de julho de 2014

A gente só precisa ouvir!

Abastecimento d’água interrompido. Vaca Brava, a fonte que nos abastecia, secou. Aqui em casa temos água abundantemente, captada nos períodos chuvosos, e hoje sem potabilidade, pouco menos de cento e vinte mil litros. Resolvi, então, que neste domingo faria uma engenhoca e teria um processo de decantação. Trabalhei duro sozinho e só. Aproveitei a casa vazia e me joguei nessa tarefa. Teremos água com potabilidade e, se contarmos com alguma chuva, o processo de armazenamento contará, ainda, com certa sofisticação. Aproveitei e adotei um sistema de calhas com filtros de garrafas pet.


Ao final sentia-me exausto e contemplado, ao mesmo tempo. Meu Banzo Dominical iria pro espaço dado ao enfado que tomara conta do corpo que implorava cama. Deitei-me numa rede e “curiei” alguns canais a cabo. Queria o Art 1, mas parei no Cinemax. O título, de imediato, chama minha atenção: “O som do coração”. Num piscar de olhos tive minhas energias restabelecidas me detendo ao filme. Lyla Novacek, uma jovem violinista, tem a maternidade frustrada pela truculência do seu pai; Evan Taylor cresce sem o amor dos pais e seu pai, Louis Connelly, também músico, vaga pela vida em busca do amor que nunca esquecera.

A música, esse encanto dos céus, é o grande elo entre eles e Evan tem a música dentro de si com virtuosidade. Recomendo a película que me proporcionou lágrimas e afugentou meu banzo. 

“A música está ao nosso redor. A gente só precisa ouvir!”

sábado, 19 de julho de 2014

Caiu a ficha!

"De repente, não mais que de repente", a literatura brasileira perde João Ubaldo Ribeiro. Quase no mesmo compasso perde, também, Rubem Alves. Não faz muito tempo, perdemos Arthur da Távola. Todos professores, coincidentemente, com incursão na literatura e amantes da boa música. Quem avalia sabe que o Brasil fica mais pobre.

Confesso minha maior afinidade com o Rubem, embora reconheça a pujança dos valores de Ubaldo e Arthur. O fato de ser filósofo e ter a Educação como prioridade, em sua vida, me fez seu fã, adepto de suas teses, admirador de sua obra e personalidade. Fico imaginando de quanto em quanto tempo a natureza, tão pródiga, nos propicia mentes tão lúcidas, irrequietas, produtivas. Particularmente, quando imagino o mundo sem um Rubem, "O Educador", é que sinto a pobreza de ideias batendo à nossa porta.

"Escrever é o meu jeito de ficar por aqui. Cada texto é uma semente. 
Depois que eu for, elas ficarão. Quem sabe se transformarão em árvores!
Torço para que sejam ipês amarelos..."

(Rubem Alves)

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Que Rubem ainda, e muito, nos encante!

Era em Kant que deveria me concentrar. Sento-me à mesa, espalho folhas, livros, faço anotações... Ao contrário do que muitos pensam me perco absorto, no tempo, ao lembrar o grave estado de saúde de Rubem Alves cuja vida pôs a serviço da educação. Assim a noite ficou pequena para lidar com Filosofia, em Resposta à pergunta: o que é “esclarecimento”? Quase não havia espaço para Kant, só Rubem vinha à lembrança.
Tenho o hábito de estudar ouvindo música instrumental que, ouvida baixinho, harmoniza e concatena as ideias. Eis que ouço, aleatoriamente, “Meu Pequeno Cachoeiro”, autoria de Raul Sampaio e tornada hino de Cachoeiro do Itapemirim, em 1966, com o título original: “Meu Cachoeiro”. O que tem a ver “isso” com as calças, respondo! Outro Rubem, o Braga, é de lá, nascido em janeiro de 1913. Suas crônicas se encerraram com sua morte, em dezembro de 1990.


“Sempre tenho confiança de que não serei maltratado na porta do céu, e mesmo que São Pedro tenha ordem para não me deixar entrar, ele ficará indeciso quando eu lhe disser em voz baixa: Eu sou de lá de Cachoeiro...”.
Torço para que Deus lembre e chame, também, o Rubem Alves, esse menino sabido: Mas sem tanta pressa, daqui a uns 90 anos!

quarta-feira, 16 de julho de 2014

A fórmula perdida

"Enquanto a sociedade feliz não chega, que haja pelo menos 
fragmentos de futuro em que a alegria é servida como 
sacramento, para que as crianças aprendam que o 
mundo pode ser diferente. Que a escola, 
ela mesma, seja um fragmento do 
futuro..." (Rubem Alves)

Semana passada, na UEPB, participei de seminário sobre Educação, em Prática Pedagógica em Filosofia III. Quando do sorteio da temática logo me ocorreu um nome para suscitar um bom debate: Rubem Alves!
Esse mineiro de Boa Esperança há muito me encanta. Rubem Alves é o tipo de homem que a natureza perdeu a fórmula. Escritor, teólogo, psicanalista, poeta, filósofo e educador incansável sempre postulando algo novo para modelo de educação inclusiva e transformadora.
Hoje, em minha leitura já habitual no “O mundo e suas voltas” blog de Ana Débora Mascarenhas, soube do estado de saúde de Rubem Alves. Busquei mais informações e conferi que aquele nosso amigo se encontra internado no Centro Médico de Campinas com uma infecção pulmonar.
Eu, como Ana, anseio que Rubem Alves volte a ter "asas nos pés".
Por fim sugiro que assistam ao vídeo de pouco mais de três minutinhos e confiram “O papel do professor”: 

segunda-feira, 7 de julho de 2014

"Nenhum jogador é tão bom como todos juntos"

Ao contrário do que muitos pensam, isso não minha invencionice, trata-se de uma célebre frase de Alfredo Di Stéfano, de fato o maior jogador argentino de todos os tempos. O craque Di Stéfano nasceu em Buenos Aires, em 04 de julho de 1926 e hoje se despediu do mundo que encantou com seu futebol alegre e veloz.


Fiz questão de lembrar a frase do craque argentino justamente nesta noite que antecede à partida semifinal entre Brasil e Alemanha. Avaliemos o que ocorreu com o esquete brasileiro a partir da saída de Neymar, fato mais que consumado. Com Neymar & Cia tínhamos quase a obrigação de ganhar a copa do mundo que patrocinamos. Isso era ponto pacífico, público e notório. Hoje jogadores e comissão técnica serão perdoados caso haja um “tropeço” diante de um adversário valoroso que há pelo menos seis anos se prepara para este campeonato mundial.


"Nenhum jogador é tão bom como todos juntos". Meu raciocínio é que além de tirar um fardo das costas de cada um jogador da nossa seleção, por se ter a “desculpa” e a compreensão brasileira pelo desfalque sofrido, jogarão com uma proposta coletiva, sabendo que dependerão apenas deles mesmos para realizar seus sonhos, os sonhos nossos e do próprio Neymar que tanta contribuição deu para essa caminhada.

Encerrando, lembro! Comparando um a um os jogadores brasileiros com os alemães, não vejo vantagem alguma para o escrete germano. Pelo contrário, nossos jogadores ocupam lugares estratégicos em seus clubes, principalmente os europeus, onde disputam a tão concorrida Liga dos Campeões, com alguns deles sendo campeões em algumas temporadas. A Alemanha tem conjunto, mas é lenta e joga numa área curta do campo, propiciando contra ataques mortais caso encontre uma equipe que seja objetiva – na marcação sob pressão – e tenha um passe preciso, explorando esse espaço deixado entre a zaga e seu guarda metas, o goleiro/líbero Manuel Neuer.

Virtude e fé: Pra frente Brasil!

domingo, 6 de julho de 2014

O joio e o trigo!

É com alma cheia de encantamento que leio “Olhos que vêem”, de Ana Débora Mascarenhas com O MUNDO E SUAS VOLTAS. Só a beleza desse texto pra defenestrar da minha alma o banzo que me domina, mas que é igualmente coletivo. Da mesma forma que Miguelim, a criatura de Guimarães Rosa, carecemos de óculos que nos permitam enxergar o futuro e, neste caso específico, não olhar para trás em busca de um passado ainda tão presente. Carecemos mais que enxergar, ver o mundo colorido como Ana sugere ao filho, Pedro, em busca de colorir aquilo que queremos e precisamos ver. Eu, por mim, me ponho a escrever:http://asvoltasqueomundodar.blogspot.com.br
Ao contrário do que muitos pensam, muitos pensam ao contrário. O futebol é sim um dos pilares sociais para a afirmação nacional, quer queiramos, quer não. Uma mostra disso é a comoção nacional com a perda de Neymar para a truculência reinante no futebol cujo fair-play é apenas figuração para as câmeras em um evento onde o mundo se gruda na TV. Neymar, muito mais que nós, carece dos óculos de Miguelim e as possíveis lentes coloridas de Pedro para voltar a ver o mundo colorido e forjar outros sonhos. O sonho de ser protagonista numa copa do mundo disputada no Brasil, infelizmente, foi interrompido pela truculência antidesportiva de Zuñiga, lateral colombiano que momentos antes esteve por lesionar Hulk num lance tão desleal quanto àquele com Neymar.
Pena! Que pena que não veremos mais os dribles, a alegria e seu protagonismo nesta copa do mundo. E já que falamos em pena, há como comparar uma mordida àquele golpe desferido contra o sonho de um menino travesso em brilhar nos gramados brasileiros, como se fora a sala de estar de sua própria casa? Há que se pensar em penas que privilegiem o futebol arte e o talento em detrimento da covardia e ante futebol. Separemos, então, o joio do trigo:
Nos gramados dessa copa
Há plantados joio e trigo
No trigo que nele cresce
Tem-se o joio a separar
Falo de Neymar, de Messi...
Onde há drible, brilho, ginga
Já o joio a se extirpar
Tá no exemplo de Zuñiga!

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Rumo a ABL!

Jerimum está empolgado, ao contrário do que muitos pensam, com a copa do mundo e faz suas previsões sobre as rodadas de hoje e de amanhã, pelo mundial. Leiam:

“Acho que duas seleções vão se despir da copa. Primeiro é a Calumbia que vai abarcar no ero porto de Canjica direto pra Boicotá. Amanhã é a vez da Germana dizer xau! Falo isso com muita impropriedade porque estou embaçado na abreugrafia das duas esquadrias. A esquadra alemã vai precisar acamar os ânimos dos atletas que vão pizzar no estágio do Maracanã. Ela poderá até ganhar se, por um ocaso, a Franca açoitar o jogo deles. O centreford vai acatar pela direita e o center-half penetra pelo meio da sua indefesa. Assim a Franca vai ser abrigada a não se abrir pra aviltar a penetração aniversária.

A merma coisa acoitecerá com o Brasil. Acentuação pode se compilar pro laudo da nossa seleção. Contra a Calumbia não vamos encontrar afresco, vai ser uma déspota muito assurrada, muito dura, digma de uma semi-infernal de copa do mundo. O pior é que Neymar sofreu uma confusão no joelho e uma abstenção moluscular indivíduo a uma inflação não marcada pelo arbítrio do jogo passado contra os chinelos.

Já pára o jogo de hoje a seleção deve ser subversiva a uma preeleição (antes de adestrar ao gramado) com uma psicógola pra ter uma injunção de ânimo. Olhando por esse Klisman dá pra postar na esquipa brasileira uma vez que Neymar está total mente remunerado para a par tida de logo, mas...”.

Muito pensam ao contrário e, pelo jeito, Jerimum vai se dar bem na carreira de escritor. É como ele bem diz:

“Hoje eu resíduo em Esperança, mas breve mente me radicalizarei no Rio de Janeiro, quando com correr a uma cadeia na ABL – Academia Brasileira de Lepras”.