sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Teimosia e pressa

- Corre, corre Geraldina! Chama dona Maria Barbosa, diz que o menino tá já nascendo.
Era uma segunda-feira, dia dedicado pela igreja católica à celebração de missas e entoação de ladainhas às almas do purgatório. Maria do Carmo, gestante de sete meses, não contara com aquele imprevisto, o menino nasceria sem o enxoval habitual. Com a chegada da parteira – dona Maria Barbosa – a mulherada assistente apressou-se na confecção do enxoval, até que se ouviu o choro minguado do bebê.
Ao contrário do que muitos pensam, aquela história de missas e ladainhas tem muito a ver com o evento daquela noite. Ao ouvir o zum-zum-zum pela pressa do enxoval a parteira logo sentenciou: – Não percam tempo, façam uma mortalha. A criança não atura muito tempo, é prematura. Também acendam uma vela, façam com que a chama fique acesa, até chegar a hora.
Passou-se a noite, rompeu-se a madrugada e, antes que o dia amanhecesse, ouviu-se outro choro miúdo, acanhado. Eu chorara (soube tempos mais tarde) com um pingo da vela caído sobre minhas mãos. Então se deu o alarido e o dia raiava com a notícia de que eu sobrevivera. “Tem um anjo-de-guarda forte”, confidenciou a comadre Tonhá, mãe de Geraldina, a costureira da minha mortalha. Já que foi assim, assim ficasse. Aquela indumentária passou a fazer parte do enxoval tardio. Dentre as assistentes estavam dona Elza, tomada como minha madrinha de batismo e dona Tonhá, crisma. Carecia pressa para deixar a vida pagã, o futuro era incerto. Doutor Petrônio, médico da família, havia sentenciado que eu não passaria dos dez anos. Aos cinco já fora acometido por tuberculose, doença braba àquela época. O desfecho parecia irremediável.
A teimosia na pressa de nascer, talvez, fora um protesto pela data. Em 31 de janeiro de 1955 era empossado, como governador eleito por Pernambuco, o general Osvaldo Cordeiro de Farias, um arrivista que transitou desde o movimento tenentista – como membro proeminente da Coluna Prestes – à subserviência do regime militar no golpe que derrubou o presidente João Goulart. O que me faz imaginar essa proeza é o local do meu nascimento. Jaboatão era tida como reduto de resistência política, e, como se não bastasse, a Rua levava o nome de Natividade Saldanha, um dos maiores revolucionários pernambucanos, aliado dos generais Abreu e Lima e Simón Bolívar, na luta por uma “Pátria Grande”, projeto que intencionava a integração latino-americana com a unificação política das nações hispano-americanas.
Venci uma tuberculose (aos cinco anos), a fome, o tédio e outros males.
Cá estou, hoje, inteirando 65 com a energia dos trinta!

quinta-feira, 14 de abril de 2016

CASA GRANDE SEM SALA

Ouvi do filósofo uma reflexão que me fez refleti-la: “Eu estou preocupado! Estou muito preocupado com a onda que tomou este país. Todo mundo com um discurso ético, cheio de probidade e numa verdadeira caça aos corruptos. Isso me preocupa! ”.

Refleti sobre o que dissera meu professor. Penso que sua linha de raciocínio poderia caminhar pelos acostamentos da vida, onde muitos se apressariam em ultrapassar os “tolos” que permanecessem enfileirados, aguardando hora e vez da locomoção. Talvez sua tese aventasse possíveis filas de banco, ônibus, cinema, supermercado... onde essa mesma ética não tivesse espaço. Ou será que o filósofo faz elucubrações imaginando um pai comprando um aparelho auricular para um filho se dar bem no vestibular, deixando para trás um monte de gente nem tanto esperta ou, ainda, comprando uma “consulta, um tratamento médico” num jeitinho de fugir do Imposto de Renda? Uma gorjeta por um documento escuso ou estacionar numa calçada, nem cogitei. Desisti de assim me guiar por ratificar que seriam teses insustentáveis, afinal vivemos um Brasil indefectível, uma gente com predicados irrefutáveis de tão proba.

Não encontrei uma alternativa que me faça elucidar o problema. “Eu estou preocupado! ”, essa frase me corrói o juízo sem que me chegue algo palatável, uma justa explicação. Há aquela famosa lei de Gerson “Eu gosto de tirar proveito em tudo, certo! ”, mas cai por terra posto que não há ninguém, nesses éticos tempos, que ainda faça uso dessa prática ridícula. Imaginar que jovens universitários, libertados da caverna platônica pelo conhecimento, tenham comportamento rude no acesso aos coletivos a eles destinados, acotovelando seus pares ─ sejam meninos ou meninas ─ para galgarem um assento como se fora o último de suas existências, é inimaginável, indubitavelmente. Poderia levantar hipótese sobre aquele papel jogado ao chão, um resto de lanche e pet descartados pela janela do automóvel importado, o avanço do sinal vermelho, aquele aperto de mão com as marcas grudadas de meleca e, até, a torneira aberta e esquecida a esmo.

Teses tão insustentáveis me tiram o gosto pela investigação. Não me arvoro a decifrar tal pensamento. Meu professor, certamente, estava brincando ou se referindo a um Brasil dos tempos da Casa Grande Sem Sala, onde nem mesmo a senzala existiu.

Sobre probidade, anotem: Domingo teremos o “Domingão do Cunha”, assim, sem aumentativo!

domingo, 10 de abril de 2016

Podres poderes

Paulo Francis denunciou a sangria da Petrobras que, aliás, passou em brancas nuvens no governo FHC com um Geraldo Brindeiro que o brindava e blindava com os famosos engavetamentos de processos na Procuradoria Geral da República. Ao contrário do que muitos pensam! 


A sangria há e vou direto ao ponto. Empresários, aos montes, falseiam suas declarações de impostos e, daquela fatia mínima declarada, auxiliam legalmente campanhas dos amigos como se fosse ajuda de uma “coleta vicentina”. Os beneficiários dessa coleta, por sua vez, a declaram em suas campanhas eleitorais, dentro de toda lisura oferecida pela Lei Eleitoral. O grosso volume da dinheirama dessas campanhas, saibam, não se declara porque é originária do Caixa 2, 3...

Essas histórias entram por um ouvido, saem pelo outro
Campanha para quem pleiteia vaga nas câmaras municipais, assembleias legislativas, prefeituras, governos estaduais, câmara federal, senatoria e presidência da república não vai adiante só com doações vicentinas. O caixa 2 é o grande sustentáculo dessa farra brasileira que a cada dois anos se dá brasis afora.

O incrível é que tudo isso ocorre de modo que só eu saiba. Eu e somente eu! Creia, você leitor ou leitora, que nenhum juiz eleitoral – por mais cioso que seja com a coisa pública e com a boa aplicação da Lei – tem juízo do que ocorre à sua volta. É como acreditar em Papai Noel. Isso explica a (in)existência da compra e venda de votos tão propalada nas rodas sociais e midiáticas. Todo mundo sabe, todo vê, mas é uma infâmia dizer que todo juiz é sabedor. A probidade é tanta que lhes tolhe a visão.

Ainda bem que a falta de probidade absoluta dos TCEs e TCU no julgamento das contas dos nossos gestores, em suas respectivas esferas, está longe de ser verdade. É maldade julgar que haja o “jeitinho brasileiro” num ou noutro julgamento dessas contas. Outra falácia é que, na história desse país, se levou ou lavou dinheiro estatal ou de economia mista para pompa e circunstância das campanhas eleitorais cinematográficas com toda aquiescência da legalidade. A classe política (refiro-me aos do bem) é refém dessa capenga, caduca e esdrúxula Lei Eleitoral. As campanhas são tão limpas quanto as doações a uma paróquia franciscana.

Cá pra nós! Com um judiciário e um legislativo tão probos e decentes não se concebe o impedimento de um mandato obtido com 54 milhões de votos legítimos, nas urnas, sem haver cometido qualquer crime de responsabilidade. Caso assim procedam, rasguem e ponham no lixo, mais uma vez a Constituição, como o fizeram em 64!

Insisto na defesa de que judiciário e legislativo não são cegos nem podres, embora ninguém acredite!

sábado, 9 de abril de 2016

Coincidências coicidentes

Tinha perdido a vontade de estar neste espaço por motivações várias, 
mas hoje sinto-me instigado, senão a escrever mas reproduzir, integralmente, a análise 
do brilhante jornalista Alex Solnik, publicado no blog Brasil 247. Alex traça um paralelo 
(que costumo fazer em rodas de amigos) entre os acontecimentos de 64 e de agora. 
E fazendo um contraponto com o jargão global, afirmo “Não vale a pena ver de novo”.

Ao contrário do que muitos pensam, muitos pensam ao contrário: Não haverá golpe!

“Tal como em 64, o objetivo era derrubar um presidente da República identificado com reivindicações populares e que tencionava governar para os mais humildes. Hoje é o Bolsa Família, o Minha Casa, Minha Vida. Em 64, João Goulart, que era um rico proprietário de terras pregava distribuir terras às margens de rodovias e ferrovias para reforma agrária e reformas de base, além de estatizar refinarias de petróleo.
Tal como em 64, o golpe eclodiu obedecendo às populações urbanas de classe média que saíram em passeatas gigantescas, sendo a maior delas a "Marcha da Família com Deus pela Liberdade", sob o pretexto de afastar o "perigo comunista", o "desgoverno" de Jango e a corrupção desenfreada.
Tal como em 64, a grande imprensa apoiou em manchetes garrafais e editoriais bombásticos a deposição do presidente. A Veja e a Globo ainda não existiam.
Tal como em 64, foi vendida a ideia de que a única solução para o país voltar a crescer seria derrubar o presidente.
Tal como em 64, o golpe não era para ser um golpe, muito menos militar. O que os políticos conservadores queriam, liderados pelos governadores Magalhães Pinto, de Minas e Adhemar de Barros, de São Paulo era que os militares derrubassem Jango e devolvessem o poder aos civis.
Tal como em 64, o governo não tem maioria no Congresso. Os brasileiros elegeram Dilma presidente, mas não elegeram deputados de esquerda que lhe dariam sustentação. Por isso, tal como Lula, ela se aliou a partidos conservadores que, no primeiro momento, pareceu que lhe daria a maioria suficiente para governar com tranquilidade, mas essa maioria, como estamos vendo agora, está virando pó porque, na hora do vamos ver os políticos conservadores não hesitam em defender seus interesses e não os dos trabalhadores e do PT.
Tal como em 64, tudo parece estar dentro da lei. Naquela época, os parlamentares (civis) declararam o cargo de presidente vago assim que João Goulart viajou para o Rio Grande do Sul, sem dizer o que iria fazer. O presidente da Câmara, Auro de Moura Andrade empossou Ranieri Mazzili na presidência momentaneamente. Nos dias seguintes, os parlamentares elegeram o novo presidente da República, o general Castello Branco, que tomou posse em trajes civis, obedecendo ao roteiro escrito em Washington pelo embaixador americano Lincoln Gordon em parceria com o presidente Lyndon Johnson.
Tal como em 64, foi combinado que Castello Branco (agora Michel Temer) convocaria eleições diretas em 66, tudo dentro da constituição de 1946.
Tal como em 64, tanto nas ruas como no Congresso, prevalece o perfil conservador, sendo a esquerda minoria.
Tal como em 64, o golpe foi patrocinado pela Fiesp e por grupos empresariais como o Ultra.
Tal como em 64, setores da esquerda, que se dividiram contra e a favor de Jango, insistem em criticar a presidente Dilma em vez de defendê-la decididamente".

domingo, 7 de junho de 2015

Celebridades

Fernando é esse cara ladeado por Jerimum, Flávio José, Sandra Belê e Xiquexique
Carecia um bom motivo para essa retomada. Havia alguns dias sem uma linha sequer neste espaço, não por falta de motivação, mas tinha que ser algo realmente marcante. Eis que chegou o momento propício e um dos assuntos é Flávio José, intérprete dos maiores da rica música popular nordestina e brasileira. Aquele tipo introspectivo, meio arredio, faz de Flávio um artista de rara peculiaridade, reconhecido que é, dentre tantos astros nacionais, carregando uma simplicidade do tamanho de sua arte. Tive a sorte de trabalhar e encontrar muitos deles em minha caminhada cultural, poucos se juntam a Flávio quando o assunto é desprendimento dessa aura investida pela fama. Pra falar dos mais próximos sito o saudoso Dominguinhos. Biliu de Campina, Santana (O Cantador) e Capilé que encontram a gente na rua e jogam conversa fora sem a tal aura de famosos. 

Ontem Flávio José esteve pela primeira vez no Arraial da TV Itararé, lá no Garden Hotel. Sandra Belê, Jerimum e Xiquexique foram os anfitriões. Uma grande festa foi no que resultou esse encontro. Flávio, de quebra, nos brindou ainda com a presença de Marcelo Mimoso (seu convidado), um carioca que faz o papel de ninguém menos que Luiz Gonzaga no espetáculo GONZAGÃO A LENDA que encanta plateias brasis afora. Carioca, com raízes paraibanas, Marcelo inspira-se em seu pai o remigense Fidélis do Acordeom.

Fernando Virtuosi, ao contrário do que ele e muitos pensam, é outro assunto nessa retomada. Acordo, hoje, com seu telefonema e empolgação pelo fato de haver nos visto numa foto fazendo a apresentação de Flávio José. Vou dizer por aí que sou seu amigo pelo fato de você estar no âmbito desses artistas do naipe de Flávio―, dizia Fernando me provocando risos. ―Saiba você, Fernando, que só não o coloco no mesmo patamar desses artistas no que concerne ao canto. Mas o coloco como músico teórico e instrumentista. Poucos, neste âmbito ao qual você se refere, conhecem teoria musical e executam instrumentos com a mesma habilidade que você―, respondi. Para mim todos são celebridades: E fim de papo!

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Quando a memória nos trai

Tâmara Oliveira bem que me advertira
Perdi a festa do Troféu Gonzagão! Ontem, pensei que fosse hoje. Hoje, vi que era ontem. Ao contrário do que muitos pensam não estou maluco. Isto se deu comigo, fui traído pela memória. Aliás tenho recorrido neste tema, os amigos não dão crédito, desdenham do meu mal, querem o meu bem. Mal sabem que beiro a verdade quando me refiro a uma amnésia que insiste em se instalar dentro de mim.
Eu recebera e-mail do casal Rilávia e Ajalmar, como de costume, anunciando a entrega dos convites e senhas para o Troféu Gonzagão, esse grandioso acontecimento nacional. E não é que “encasquetei”, com a data de hoje! Até teimei com minha amiga "fotógrafa" Tâmara Oliveira, no Centro Cultural Lourdes Ramalho, que me advertira: “Carlos, você não vai ao evento?”. Retruquei como se estivera certo que só hoje ocorreria. “Não, Tâmara, o Gonzagão é amanhã, dia 8 de maio. Assisto a aula de teatro, aqui no Centro, e rumo à festa em seguida”. Os companheiros Emerson Tomaz e Evado Brasil, parceiro na dupla Jerimum e Xiquexique e de trabalho na Secretaria Municipal de Educação, em Esperança, respectivamente, entraram na minha “neura” aceitando a data como sendo hoje. Todos viajamos na maionese! 
O importante, minha gente, é que o Troféu Gonzagão já está entrando na maioridade, 17 anos, surpreendendo a cada ano. Um evento nacional, como frisei, realizado com a magistral competência e esmerada entrega dos meus amigos Rilávia e Ajalmar. Amanheci meio acabrunhado como quem foi acometido por extremo banzo. Fui traído por uma memória que insiste em me pregar peças. Afinal hoje não é mais ontem, hoje é um presente até que chegue amanhã: quando será passado.
Quanto ao Troféu Gonzagão, em si, nossos parabéns a todos que contribuíram para a realização dessa festa glamorosa; aos artistas que vêm a 0800 e garantem o brilho tão peculiar. A Rilávia e Ajalmar não há mais o que dizer diante da grandeza dos seus gestos. 

sábado, 2 de maio de 2015

A marmita e o cheiro no ambiente

–Não precisava mostrar o conteúdo de sua sacola, moço!

–Fi-lo porque qui-lo. Por desencargo de consciência.

–Mas ninguém sugeriu que o senhor mostrasse―, disse-me a funcionária educadamente.

Apressei-me em mostrar a marmita e os biscoitos a fim de evitar constrangimentos, informei-a.

Dias depois, atento ao velho ponteiro de uma balança não acreditei no resultado. Caminhei duas quadras, outra balança me espreitava à chegada. Subi, conferi, admirei-me: havia perdido algo em torno de seis quilos de massa corpórea. Nem precisei de um Spa para ficar assim tão esbelte, assumindo os riscos que essa minha estripulia pode acarretar à saúde. Uso os números para uma consulta ao Dr. Google e lá fico sabendo que meu Índice de Massa Corpórea – IMC acusa 22,72. Sabendo, ainda, que para minha altura o peso ideal deveria ficar entre 65,59 e 83,61 kg.

Estou, portanto, dentro da mais absoluta normalidade. Mas não foi assim que entenderam algumas colegas de trabalho. Houve espanto talvez pela barba por fazer. Então correram a recomendar cuidado com a alimentação, repouso, sono...

Explico em detalhes. Uma chega com marmita à mão me fazendo lembrar dos tempos de minha mãe, obrigando-me levar lancheira com aquele cheirinho gostoso de coisa caseira. Mesmo alegando que almoçara (como poucos milhões de mortais, neste planeta), não a convenci. Vi-me obrigado a trazer a tal marmita para servir de janta ao anoitecer.

Pus a marmita em sacola plástica junto com um pacote de biscoito degustado pela metade. Em um mercado da Boa Vista, havendo necessidade de comprar o básico alimentar para o café da manhã e lanche vespertino, dirijo-me ao caixa. Carrinho na fila chego, vejo as compras deslizando em direção à funcionária atenta aos itens, fazendo a leitura ótica, um a um.

Lembrei, então, da marmita que conduzira junto ao saquinho de biscoitos. Pus-me a explicar que o segurança não viu necessidade em por lacre naquela minha sacola. Abri-a, saquei a marmita cuja transparência denunciava o arroz, macarrão, farinha, feijão e um bife de encher a vista. Para não deixar dúvidas retirei a tampa e um cheiro gostoso tomou conta do ambiente.

Sorrindo com a cena, colada ao meu carrinho de compras, vinha Maria Luiza Rolim, uma “deusa” do Diário de Pernambuco, a quem me dirigi explicando a antecipação para evitar possível constrangimento na passagem pelo caixa:

–Desde o meio-dia estava ali acondicionado, meu almoço, agora tornado janta. Explicava, ela sorria.

Para não fazer desfeita, dado o esmero e cuidado, com a colega que me oferecera tal refeição, comi ao chegar em casa. Ontem rendi minhas homenagens aos trabalhadores da indústria farmacêutica e de louça sanitária. A massa corpórea, ainda bem, manteve-se no patamar de outrora.

domingo, 26 de abril de 2015

Diga ao povo que FIC

     Eu, declamando, entre Pedro Soares e Marco Di Aurélio
Caminhando a esmo pelas ruas de Campina Grande, um encontro. Diante de mim, parado, estupefato está Mané Cabelim. Digo, a quem não sabe, que este “desinfeliz” é cria do grande Jessier Quirino. Ainda não entendi como um cabra do quilate de Jessier se ocupa em dar vida a um sujeito tão descabido e inescrupuloso. Eu mal acabara de contatar meu amigo Marco Di Aurélio e o mundo todo já era informado do causo: ― É, eu tô sabendo que aquele baibudo tá indo poetizar em Esperança. Mai parece Ontôi Conselhero. Dizem que o Sarau de lá tá até aniversariando, né? ―, assim iniciava meu diálogo com aquele mal-acabado. Então pergunto de onde viera tal informação e ele já atalha na resposta: ― Oxi! O povo todo tá comentando. Dizem inté que ele vem com a mulé e um sujeitim metido a compositô e tocadô de viola, um  tá de Pedim!
Ali eu vi que a conversa tomara rumo tortuoso. A mulher a quem Mané fazia referência é Roseli, um dos mais dóceis seres humanos que já conheci. Pedim, por sua vez, é um estimado amigo daquele casal. Engenheiro, poeta e compositor esmerado. Eu não deveria dar margem para que aquela conversa se estendesse, mas se tratando de Mané Cabelim, fiquei no “mato sem cachorros”. ― Eu num sei que graça tem esse negócio de Sarau. Um magote de gente sem tê o que fazê faz ajuntamento de outro magote pra jogar conversa fora ―, dizia Mané, já com instinto de provocação. ― Um homi tão defamado, bancáro apusentado do Banco do Brasí, se passá prum negóço desse, rapai. E ainda bota a pobe da mulé pra tá arriba e abaxo nesse negóço de fulerage da cultura ―. Pensei em encerrar a conversa, mas deixei fluir pra ver onde ia dar. ― Um cabra se passá pra tá em mei de fêra, tocando zabumba e dizendo velso, cuma faz aquele Marco e os cupicha dele, num deve de tá variando bem do juízo não, visse. Arreda de perto dele enquanto é tempo, senão tu vai ficá disleriado do mermo jeitim ―, advertiu-me Mané.
Quando vi o rumo que tomarara aquela prosa tive um lampejo de felicidade ao perguntar algo do total desagrado de Mané Cabelim: ― Tu tens visto Jessier, Mané? ―, então percebi sua inquietação: ― Homi, eu tenho pressa. Vamo mudar de assunto! ―, e lá se foi Mané. Em seguida encontrei-me com Marco, Roseli, Pedro Soares e seguimos à Esperança ao encontro de Evaldo Brasil, Rau Ferreira e os meninos sabidos do Megafone Soluções Culturais. Nosso sarau não mais engatinha, já está de pé, fez um ano! Quis o destino que um lapso ocorresse para que a festa se desse na Praça da Cultura, espaço destinado a eventos afins. Parabéns a todos que fizeram e fazem o Sarau-FIC Esperança. Quando o assunto é poesia diga ao povo que FIC.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

A chuva e o choro

Há tempos não vira tanta chuva nem ouvira tanto choro. Carecia sair do casulo com algo de muito especial. Algo tão especial quanto a chuva e o choro que Campina Grande vivenciou, ontem. Na comunicação com o amigo Evaldo Brasil havia dito que “o mundo está se acabando com chuva”. Uma tarde escura de nuvens bem formadas, prenunciava um aguaceiro daqueles! Lá do Titanic, como bem batizaram o prédio da Central de Aulas da UEPB, via-se o céu imponente e a chuva serpenteando até deitar terra afora, trazendo a riqueza tão bem anunciada em Isaías 55, 10-11.
Ao contrário do que muitos pensam não menos imponentes serpentearam as notas musicais de um choro exaltando de uma forma brilhante e glamorosa pelas mãos e sopros dos meninos sabidos do Baú do Chorinho e seus convidados. Anunciado para o Teatro Elba Ramalho, o evento ocorreu mesmo – ainda por obra da chuva − no Teatro Paulo Pontes, aconchegante como sempre. Por lá desfilaram, além de outros compositores, Ernesto Nazareth, Abel Silva e um tal Alfredo da Rocha Vianna Filho o grande homenageado da noite, outro menino sabido mais conhecido como Pixinguinha. A ele é imputado o grande mérito de haver formatado o choro (ou chorinho) nos moldes que ouvimos e admiramos.
Um pedacinho do céu! Foi no que se transformou o Paulo Pontes na célebre noite dedicada ao Dia Nacional do Choro, dia do nascimento de Pixinguinha, homenagem das mais justas pelo que este gênio representou para o choro e a música brasileira de modo genérico. Tudo isso por conta e risco de ADEILDO Pereira (bandolim); ARTHUR Arruda (cavaquinho); CLEMILSON Dantas (violão); SANDRO Félix (violão 7-cordas); RENALLY Lucas (pandeiro) e uma plêiade de músicos não menos habilidosos e comprometidos com o gênero chorinho: FERNANDO Hermes (Trompete); GLAUBER Silva (Clarinete); HERMES Filho (Saxofone); IVAN Meira (Flauta); JEFFERSON Fagundes (Cavaquinho). Mais que um evento aquilo foi um gozo!

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Um Deus risonho

Eu deveria iniciar este post da seguinte forma: Amanhã, dia 10 de abril, irei ao lançamento de "Uma superfície de gelo ancorada no riso: a atualidade do grotesco em Hilda Hilst", obra que nasce na tese apresentada pelo professor Reginaldo Oliveira Silva como exigência parcial a obtenção do título de doutor em Letras, na área de concentração Literatura e Cultura (UFPB). O evento ocorrerá às 18:30h, no auditório III da CIAc, o Centro de Educação-UEPB. Mas declinarei de toda essa formalidade cujo gênero não me apraz. Preferiria iniciar como aqueles contos pueris fazendo jus à minha síndrome, onde o narrador se esmera para chamar a atenção da criançada atenta ao que virá em forma de palavras que enchem de fantasia suas almas.
Esse Reginaldo de quem lhes falo é o tipo do adulto com alma pueril, aproveita qualquer “vácuo” em suas aulas para fazer piada inteligente, acurada e, até, sarcástica em seu melhor sentido. Então bem que poderia iniciar como uma contação de histórias infantis: “Era uma vez um professor que pensou num tema/tese de doutorado. Aí ele buscou em Hilda Hilst, uma discussão sobre recepção e o fluxo do grotesco, tomando como corpus literário Contos d’Escárnio/Textos Grotescos, daquela escritora, fundamentando-se na estética da recepção, elaborada pelo escritor alemão Hans Robert Jauss, outro menino sabido, um dos expoentes da estética da recepção, cujos fundamentos estão na própria crítica literária alemã”.
Também não sairia, decerto, ao agrado de Reginaldo. Ele gosta mesmo, apesar daquele jeito sério, metódico é de sorrir e provocar risos. Talvez por isso tenha escolhido o historiador Georges Minois em um dos pensamentos que surgem, por assim dizer, como prólogo: “Tendo rido Deus, nasceram os sete deuses que governam o mundo. Quando ele gargalhou, fez-se a luz. Ele gargalhou pela segunda vez: tudo era água. Na terceira gargalhada, apareceu Hermes; na quarta, a geração; na quinta, o destino; na sexta, o tempo. Depois, pouco antes do sétimo riso, Deus inspira profundamente, mas ele ri tanto que chora, e de suas lágrimas nasce a alma. O universo nasceu de uma enorme gargalhada. Deus, o Único, qualquer que seja seu nome, é acometido – não se sabe de que – de uma crise de riso louco, como se, de repente, ele tivesse consciência do absurdo de sua existência”.
Gosto de imaginar o mundo (ao contrário do que muitos pensam) como o quintal de minha casa tendo um Deus risonho a contemplar todas as minhas peripécias. Um Deus que só saiba contar até um, Deus criador dos homens, jamais o Deus que os homens criaram e, até, matam em nome dEle!

quarta-feira, 8 de abril de 2015

A fã e o poeta

           A fã Simone Gomes e poeta Manoel Monteiro
Ela estava na Feira Central, em Campina Grande, quando deu de cara com o poeta. então se apressou em perguntar se era ele mesmo que ali se encontrara, à sua frente. O poeta, claro, assentindo positivamente e já emocionado, contempla aquela jovem que acabara de demonstrar conhecimento e admiração por seus versos em cordel:
— E como você, assim tão jovem, me reconhece?
 Reconheço sim, sou fã do seu trabalho como poeta!
E que fã ali se revelara ao poeta cordelista que, embora nascido em Bezerros, agreste pernambucano, adotou Campina Grande como lugar de morada e “ganha pão”. Simone Gomes, nunca soubera Manoel Monteiro, foi atriz revelação do teatro campinense, em 2015; é estudante de violino no Departamento de Arte da UFCG; graduanda do penúltimo período de Filosofia-UEPB e, acima de tudo, amante incondicional da literatura de cordel.
Conhecendo como conheci o poeta Manoel Monteiro fico imaginando aquela cena passada em meio de feira, algo tão decantado pelos poetas daqui e de alhures. Pois foi justamente na feira em que se dera aquele reconhecimento, uma homenagem a quem vive da arte em um mundo que lhe nega o apreço merecido. Ele, certamente, ficou muito emocionado. Tinha uma ligação de amor com a arte que cultuava. A literatura de cordel era uma extensão do seu corpo, por assim dizer.
Conversa vai, conversa vem, eis que ouço um “peraí que tenho algo a te mostrar”. E já vem de volta Simone, minha colega (de primeira hora) da Filosofia-UEPB, com um livreto de cordel. Abre-o e mostra uma dedicatória tão modesta e grandiosa quanto seu autor. Aí desaba a contar como se dera aquele encontro com o saudoso poeta sem esquecer o comentário: “Um mês depois o poeta se foi, fiquei muito triste”. Naquele cordel o poeta Manoel Monteiro faz menção a Zé da Luz, batizado Severino de Andrade Silva, paraibano de Itabaiana e imortalizado em Brasí Cabôco, Ai! Se Sêsse!... e As flô de Puxinanã (Paródia de As "Flô de Gerematáia" de Napoleão Menezes). Então Simone me sugere a leitura dos versos à pagina 2. Eu, de “cor e salteado”, tento declamar: “Três miué ou três irmã, / três cachorra da mulesta / eu vi num dia festa / num lugá Puxinanã...”.

terça-feira, 7 de abril de 2015

A chuva caiu

          Chuva: sinfonia orquestrada
Caiu na boca do povo! Caiu nas ruas, nas praças, nos sítios. A chuva caiu no telhado, nas calhas e desceu até a cisterna. “Choveu na minha horta”, frase que deve ter sido repetida nos recantos de Esperança e circunvizinhança. Foi daquelas chuvas que alagam ruas e enchem as almas sedentas dos lavradores que a esperavam faz tempo. Eu, mesmo precavido ou amedrontado pela ação de um possível raio, saí dançando na chuva. Banhei-me debaixo daquele aguaceiro carregado de uma esperança pluviométrica.
Voltando para casa apresso o passo. Vejo nos olhares o prenúncio de festa, uma certeza de que a vida fluirá irrigada em solo fértil. As sementes darão brotos do futuro pão. O verdume da plantação está em nossa imaginação e a invernia que se apresenta no outono é como dádiva caída em forma de gotas com enorme precipitação. Eu me precipito em um palpite. Estou certo de que a colheita será farta, ainda que tardia na concepção de quem é do batente. Dia de São José já é passado, mas água é água e caída do jeito que caiu nos basta para ter fé no trabalho, semeadura e colheita.
Em dias de chuva, após espaçosa estiagem, não há como não lembrar do meu pai, Seu Soares, com sua alegria e os aboios em saudação à água tão aguardada quanto bem vinda. Ehhhhhhhhh, ehhhhhhhhh, ô boiada: A chuva cai no telhado / Trazendo água pra gente / Cai em pé, corre deitada / Como música plangente / É sinfonia orquestrada / Pego semente e enxada / E a terra sorri contente / ehhhhhhhhh!

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Eu sou de um tempo...

Uma séria brincadeira é proposta lá no evaldobrasil.blogspot.com.br e nessa onda embarca também Ao contrário do que muitos pensam, na perspectiva de que muitos pensam ao contrário. Então vou reproduzir na íntegra o que diz Brasil e, em ato contínuo, darei minha versão para o que está posto. A ideia é refletirmos sobre alguns aspectos tão importantes quanto banais só dependendo do ponto de vista dos que leem e interpretam.
Seguirei a ordem proposta pelo blog do confrade iniciando com “Eu sou de um tempo... em que um prego reciclava a única sandália de dedo já hoje posso escolher entre a de dedo, a de arrasto, a fechada...”. Ah! Como aproveitei correias partidas por motivos variados, sendo que o mais comum era o uso exacerbado daqueles calçados, mesmo que a propaganda as anunciassem como “As legítimas...”, não havia como aguentar o tranco por tanto tempo. Lembro aqui que a tal propaganda ainda alardeava: “Não solta as tiras nem tem cheiro!”. Anotem “Sou de um tempo... em que não se podia votar para governador ou presidente, já hoje posso até pedir impeachment”. Os presidentes eram generais escolhidos à revelia de nós, reles mortais. A partir de 1966 os governadores, senadores e prefeitos de muitos municípios, também eram escolhidos por quem podia tudo e essas anomalias se chamavam biônicos. Tudo às escuras na ausência de sufrágio universal, o popular voto. 
Os tempos mudaram, pelo visto. Traz o blogspot de Evaldo Brasil mais um “Eu sou de um tempo... em que a feira livre era saqueada ano após ano pelo flagelo da seca e da fome já hoje posso escolher entre alimentos”. Estava em Princesa Isabel à espera de Dom Hélder Câmara, arcebispo de Olinda e Recife. Momentos antes de sua entrada à cidade ouviu-se um burburinho de gente. Em seguida a notícia que a feira fora saqueada. O padre José, como gostava de ser chamado Dom Hélder, chegara em meio àquele tumultuo, no início da década de 80. “Eu sou de um tempo em que arroz e galinha era comida de festa ou domingo... já hoje é alimento diário”. Quem não se lembra de um convite nos termos: “Passa lá em casa pra comer uma galinha gorda no domingo”. Arroz, hoje, se come em “banda de lata”. Mamãe preparava a lancheira com todo esmero, entendam o porquê: “Eu sou de um tempo... em que se levava pão com banana pra escola... já hoje a merenda (escolar) se define por nutricionista”.
Decerto que os tempos muram, sim. Atalho as “provocações” de Evaldo e vou aos pontos finais: “Eu sou de um tempo... em que a inflação beirava os 99% por mês... já hoje não chega a 9% por ano e causa comoção”. Contextualizando nosso umbigo, temos “Eu sou de um tempo... em que Esperança realizava uma grande obra a cada dois mandatos governamentais... já hoje Reforma, Ginásios, Creches, UPA, IFPB, Vila Olímpica...”. Só para lembrar que eu sou de um tempo...

domingo, 5 de abril de 2015

Instinto materno

        Mamãe Coca: esperteza, cuidado e doçura!
Achei que ela quisesse comida, servi! Percebi que estava farta, ofereci meus cafunés só aceitos por instantes. Do nada, como se perseguisse uma presa, ela fez “finca-pé” e saltou dois muros, subiu ao telhado e sumiu. Passei a manhã de ontem na espreita e em busca do seu paradeiro. Como pode tanta estripulia estando prenhe? Aliás sua prenhez foi percebida por uma amiga que nos visitava. Até então se chamava Caco pelo meu total desconhecimento no que concerne aos meandros da vida felina.
Somente à tardinha, ao ouvir miados, após tanta procura, me ocorreu que Coca estaria no telhado. Como poderia se lá estive? Mas os miados minguados dos filhotes tinham endereço, vinham do telhado sim, bastava que investigasse minuciosamente. Fui atrás e não deu outra. Não estavam lá, mas no sótão, bem num recanto, como que se precavendo de situações adversas aos filhotes. Cuidei, então, de investigar sobre aquela situação. Ela, prenhe, com tanta mobilidade e ainda se embrenhando por entre as telhas, era algo que não imaginara.
Confesso, aqui, o absurdo que cometera nesta manhã de domingo. De posse de escada subi ao telhado, afastei telhas, resgatei as crias. Antes, com todo consentimento, havia retirado a mamãe gata do sótão, atraída por comida numa bacia plástica com cobertas macias. Deixei-a em lugar seguro e cuidei do tal “resgate” dos filhotes. Decepcionado vi o ato atroz que cometera. Coca, aos miados, pôs uma das crias entre os dentes, subiu dois muros, rumando de volta ao sótão. Aquele ato poderia ser corrigido, imaginei. Rápido subi ao telhado e repus os três gatinhos no lugar exato onde estavam. Lá já estava a mãe com sua cria já acarinhada. Fiquei com “cara-de-tacho”. Sob seu olhar desconfiado devolvi seus filhotes como se me redimindo estivera.
Saí em busca de socorro e logo consultei o Dr. Goolge. Lá encontrei uma variedade de respostas e, dentre elas, a que aqui apresento: “A mãe prepara com antecedência um leito macio e confortável num lugar tranquilo. Seu instinto faz com que ela esconda a prole de modo que o pai não descubra, pois ele não hesitará em devorá-la”. Mãe cuidadosa, pai sanguinário! Ali está a prova do extinto materno com desmedida esperteza, cuidado e doçura!

sábado, 4 de abril de 2015

Era o que faltava!

Hoje eu não durmo, embora muitos pensem ao contrário!
Esse Evaldo Brasil não tem mesmo o que fazer! Através dele descobri que desponto em primeiro lugar na corrida com destino a lugar nenhum! E levo comigo um “mói” de gente interessante. Parece até aquela Wacky Races “Corrida Maluca” série de desenho animado de televisão produzida pela Hanna-Barbera.
Taxativamente afirma Evaldo: “Não há dúvida que os blogs são uma nova onda de manifestação de ideias, gostos e práticas. De fácil manipulação, seus recursos permitem à produção de qualquer um modestamente ligado a esse recurso ser apresentada àqueles que se afinem. Minha praia, arte, história e cultura de Esperança, manifesta também no Boletim Virtual Lautriv Mitelob e nos Saraus do FIC (Fórum Independente de Cultura) me levou ao Blogômetro...”. Então Evaldo elenca Ao contrário do que muitos pensam (Carlos Almeida Jerimum); Frases Abertas (Karl Marx Valentim); O mundo e suas voltas (Ana Débora Mascarenhas); eBrasil: iniciaiC49 (Evaldo Brasil); Revivendo Esperança (João B. Bastos de Patrício); Conversando (Angelo Rock); Estudar e Sonhar (Hauane Maria); Luciana Filmagens e Marcos Fotografia (Luciana e Marcos); RDUARTE fotoamadorismo (Sérgio Ricardo Duarte);  Esperança de Ouro (Jailson Andrade); O Sentinela (Egberto Vital); História Esperancense (Rau Ferreira); Andrade Notícias (Jean Cláudio de Andrade); Folha de Esperança (Otílio Rocha); Liga Esperancense de Futebol (Manoel Henrique Rochinha); Esperança Esportes (Fábio Celestino); Internesp (Marquinho Celestino); Radar Político PB (Rodolpho Raphael), com ressalvas a Belarmino Notícias (Isabele Roxa) e Quero Mais (Marquinho Pintor/AAQM). Acessem e valorizem cada um dos aqui citados.
Ao contrário do que muitos pensam é este trabalho de formiguinha, feito por abnegação à arte, cultura e história desse torrão Esperança que faz de Evaldo o baluarte na defesa do que há mais importante nesse espaço geográfico compreendido como Esperança: A vida que nela pulsa! E disso se ocupa, muito bem e com toda propriedade, o confrade Evaldo Pedro Brasil.
Iniciei brincando, estilo que muitos conhecem, mas não é o fato de haver sido apontado no topo da lista, mas constar numa lista de uma gente que se preocupa em historiar vivências, algo que a posteridade dimensionará o verdadeiro valor: Era o que faltava!